História da Fundação

A comunidade católica

Gênese (1979)

Paróquia Nossa Senhora de NazaréA comunidade católica do bairro Cohatrac começou a surgir no final da década de 70 quando alguns moradores recém-chegados no conjunto resolveram se reunir para criar a Associação de Moradores do Bairro. Dentre as reivindicações consideradas urgentes para um conjunto novo e ainda sem a estrutura necessária para ser habitado, estava a assistência religiosa que os moradores não tinham e da qual sentiam falta, pois alguns deles vinham de outras comunidades onde eram engajados. Foi então que em uma das reuniões da recém-criada Associação de Moradores do Cohatrac ficou decidido que o Sr. Edilberto fosse à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Cohab – na época ainda uma comunidade da Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Anil – solicitar tal assistência ao padre responsável, Frei Liberato, que plenamente concordou marcando logo dia para vir celebrar no conjunto.

Após esta celebração, o sacerdote sugeriu que fosse criado um grupo para cuidar das atividades religiosas da nova comunidade. Surgia então, em 1980, o grupo “Unidos Venceremos” que teve entre seus membros alguns pioneiros ainda hoje residentes no bairro, como o Sr. Edilberto e sua esposa D. Zezé, D. Maria José e D. Nazaré, membros fundadoras do primeiro Preasidium da Legião de Maria na Paróquia, ainda hoje atuantes. Sr. Jorge ou Cabo Jorge como era conhecido na época, hoje Ministro da Eucaristia e membro da Renovação Carismática Católica. D. Rosa, também legionária. Sr. Humberto, 1º Presidente da Associação de Moradores, e D. Ana Maria, D. Berenice, Sr. Rabelo.

Inicialmente, o grupo tinha a atribuição de sair convidando as pessoas para as celebrações que aconteciam na Associação na Rua I do Cohatrac I.

Os frades franciscanos começaram então o trabalho religioso com a nova comunidade, celebrando e realizando batizados e Primeira Eucaristia com as crianças do bairro, sendo as mesmas preparadas pelas legionárias, entre elas D. Maria José, que fundou a catequese na comunidade e outras catequistas que começaram a surgir. Entre os frades que aqui começaram a trabalhar não podemos esquecer Frei Uderico, Frei Liberato, o construtor de igrejas, responsável pela construção de nossa 1ª capela, Frei Dionísio, Frei Hermenegildo e os frades João de Deus – o alemão – e João de Deus – brasileiro.

A escolha da padroeira (1979/1980)

Nossa Senhora de Nazaré

Numa das reuniões do grupo “Unidos Venceremos” ficou acertado que a comunidade precisava escolher um (a) padroeiro (a) como é o costume católico. A forma de escolha foi então um sorteio entre os indicados para concorrem, os mais votados foram: São Francisco, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Nazaré, sendo esta a mais indicada e eleita como padroeira da comunidade.
Transferência do lugar das celebrações (1981)

Após alguns anos, na mesma sede da associação, começaram também a ser realizadas festas dançantes no intuito de divertir a comunidade e também arrecadar fundos para a manutenção da entidade. Foi aí que surgiu a polêmica sobre a mudança do local das celebrações, pois se achava que as mesmas não deviam mais acontecer no mesmo local em que eram realizadas as festas. Foi então sugerido o Colégio Padre Newton Pereira, naquela época dirigido pela professora Maria Antônia que muito ajudou nesse sentido. Então as celebrações começaram a ser realizadas na escola.

O primeiro festejo (1983)

No ano de 1983 celebra-se então o primeiro Festejo de Nossa Senhora de Nazaré na comunidade do Cohatrac, acompanhado pelo Frei Serafim. A parte religiosa da festa foi realizada com a reza do terço, novena e missas. Funcionou também o largo com barracas nas quais vendiam-se comidas típicas, cerveja e refrigerante. Os voluntários se revezavam nos trabalhos. As senhoras ficavam na venda das comidas e os homens com a juventude na barraca da bebida. O trabalho era intenso, pois os jovens tinham até que dormir no local para “vigiar” as barracas. Tudo em prol da construção da tão sonhada capela do bairro.

É interessante ressaltar que nesse tempo a festa em honra da padroeira era realizada no mês de setembro, talvez porque também em outubro realiza-se o Festejo da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Cohab e os frades teriam que se revezar na realização dos dois festejos.

Construção da capela (1984)

Já se fazia sentir entre todos o desejo de ver construída a capela do bairro, e com a valiosa ajuda dos senhores Humberto e Edilberto, ambos à época na diretoria da Associação, foi conseguido um terreno com 2.400m2 que fica ente as ruas B e C do Cohatrac I para a construção da ermida. À frente, Frei Liberato – solicitou ajuda à Adveniat (Associação italiana católica que ajuda as igrejas mais pobres) – ajudado por forças reunidas; catequistas, juventude, legionárias e claro o povo que já se mobilizava para a realização do sonho.

Os meios utilizados foram os até hoje conhecidos; campanhas de tijolos e cimento, bingos, leilões, etc… A capela tinha 9 metros de frete por 15 de fundo. No presbitério havia um crucifixo no fundo na parte mais alta, junto com uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré de 80cm e abaixo um sacrário de metal com portas trabalhadas com figuras de pão, trigo e cachos de uva. O altar de madeira preta e um ambão estreito também de madeira. O formato da capela lembrava um cálice e foi durante anos o espaço que serviu para as atividades religiosas. Atrás da capela foram também construídas salas, banheiros, cozinha e um salão paroquial para as reuniões e atividades pastorais.

A criação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a formalização da comunidade do Cohatrac

Em 16 de março de 1986 foi oficialmente criada a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Cohab e nomeado o seu primeiro pároco: Frei Gentil Gianellini. A comunidade do Cohatrac, como já era assistida pelos frades daquela congregação, passa a compor formalmente uma das comunidades da nova paróquia. E passa a contar com a presença e ajuda desse grande frade no andamento de seus trabalhos.

Com o crescimento da comunidade houve a necessidade de ampliar o número de celebrações, especialmente no domingo, que passa a contar com duas: a primeira às 9h – missa dedicada às crianças e na qual eram realizados os batizados; a segunda às 19h, para o público em geral.

Outra presença bem marcante nessa época é a do Frei Benjamim, grande amigo das crianças e idealizador do Círio de Nazaré.

O 1º grupo de jovens (1982)

Em maio de 1982, realizava-se nas residências do bairro a reza do terço no mês que a Igreja dedica a Maria Santíssima,a Mãe de Jesus. Numa delas, a senhora Olindina, legionária e Ministra Extraordinária da Eucaristia da Igreja da Cohab, responsável pela condução de um grupo dos trabalhos marianos, falava da ausência dos jovens nas atividades relacionadas à Igreja e comentava que a modernização havia afastado o jovem dos costumes cristãos e que os mesmos agora só queriam saber de festas e coisas mundanas. Neste mesmo encontro estava presente uma jovem chamada Kátia, que ao ouvir as “insultações” resolveu aceitar o desafio de provar que, apesar das mudanças, a coisa não era bem assim como aquela senhora falava. No outro dia, a jovem saiu convidando os amigos para participar do próximo encontro e ao presenciar um destes convites, o jovem Clemilton ouviu o relato de Kátia e afirmou à mesma que nunca tinha participado de movimento de Igreja, mas que iria ao encontro e também estenderia o convite a seus irmãos que eram integrantes do JAC no bairro do João Paulo, onde moravam anteriormente.

Assim, no dia 19 de maio de 1982, na residência do Sr. Tairan, na Rua 18, casa 25, do Cohatrac II, para surpresa daquela senhora e os demais presentes, a reunião estava repleta de jovens que participaram da reza do terço e da reflexão. Terminada a reunião, os mesmo decidiram se encontrar mais vezes e marcaram um próximo encontro que aconteceria na casa de D. Benedita, grande colaboradora dos jovens na época.

Neste contexto, nascia o Jufoc – Juventude é Força Cristã. Entre os pioneiros dessa importante semente plantada no meio dos jovens da nossa comunidade e cuja árvore já espalhou bastante seus galhos – apesar de não mais existir – lembramos de Kátia, os irmãos Creso, Carlos e Clemilton, Valtemar, Cláudio, Lídia, Neuracir, Maria Antônia, Valéria, Luzinete, Ana Rosa. Depois vieram se ajuntar aos mesmos nomes como Bernadete Cardoso, Tatiana Cutrim, Soninha, Alberto, Nilza, Marinalva, Célia e mais tarde Maria do Carmo (Dudu), Otemar, Josivaldo, Dilce, Cláudia, Fernando, Deuzinete (hoje religiosa) Marli (I, II e III) Allan, Selmo, Deusina (In memorian), e outros mais.

Formado o grupo, os jovens começam a participar das celebrações, ajudar nas campanhas para a construção da capela e também se engajam nas lutas sociais do bairro.

Outros grupos

Com a regularidade nas celebrações e a construção da capela houve um crescimento da comunidade e, consequentemente, surge a necessidade de novos grupos como da Equipe de Liturgia para preparar e realizar as celebrações. Nesta equipe estavam nomes muito marcantes como Esmeralda, Salomé, Estevina, Fátima Céu, William, Márcio, Nanci, Iraneide, Ducarmo, Maura, etc..
Surge também a OFS – Ordem Franciscana Secular – e suas ramificações. Neste movimento se engajaram Régio e Socorro, Assis e Eliene, César e Rosa, Rilma, Ercílio, Nilza, Alberto e outros mais. O segmento jovem desse movimento também se destacou nesse período e reuniu grande número de jovens, dentre os pioneiros destacamos Zé Maria, Paulo, Magno, Chistian, Olindina e Iraneide.
Outro grupo que começa então a se fortalecer é a Catequese, pois crescia o número de crianças inscritas para a Primeira Eucaristia.

Aqui, dentre os pioneiros, lembramos Socorro, Lu, Luís, Maura, Idalina, Paulo, Apolônio etc..

A transferência da quase paróquia para os padres diocesanos

Após várias promessas de que a comunidade receberia um padre para dela cuidar, entre os prometidos o padre Maurice Dupox, que acabou sendo enviado para o bairro Maiobão, falecendo após alguns anos de trabalho naquela comunidade.
Em 04/08/91 chega oficialmente o primeiro pároco para tomar conta da quase Paróquia Nossa Senhora de Nazaré. Trata-se de padre José Bráulio Sousa Ayres, que chegou acompanhado por dois seminaristas em fase final dos estudos, os atuais padres Jozimar Pinheiro Guimarães e Benedito Araújo (Pe. Biné, hoje bispo). Mais tarde eles seriam os responsáveis pela paróquia.

A posse do padre Bráulio foi realizada com uma missa na lateral da antiga capela, já que o espaço dentro da mesma seria insuficiente para o evento. O então arcebispo de São Luís do Maranhão, dom Paulo Ponte, “entregou” à comunidade o seu primeiro pároco e seus colaboradores. Na homilia o arcebispo destacou a festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres, e pediu à comunidade que cuidasse bem dos seus pastores.

Inicialmente, padre Bráulio e seus colaboradores moravam nas dependências internas da capela, onde se realizavam as reuniões. Ali foi adaptada uma casa, com sala, quartos, cozinha e banheiro, resultante da junção de duas salas.
A realização das Santas Missões Populares (agosto 1991)

Corria o ano de 1991 e a Arquidiocese de São Luís do Maranhão realizava as Santas Missões Populares (SMP) em todas as suas paróquias. Apesar de não ser oficializada ainda, a quase Paróquia Nossa Senhora de Nazaré também recebeu os missionários, os frades capuchinhos da província do Sul, frei José, frei Romeu e frei Álvaro. As missões aconteceram simultaneamente na capela e na Associação de Moradores do Cohatrac III, onde já funcionava uma comunidade.

As Santas Missões foi um tempo de revigoramento e crescimento espiritual para a comunidade. Durante uma semana – 07 a 14/08/91 – foram realizadas missas, procissão, confissões, batizados, visitas às famílias e orientações para as lideranças. Uma pessoa que se destacou bastante nesse período e que muito animou a comunidade foi Espósito. Eleito coordenador do Conselho Paroquial esse líder muito se empenhou no crescimento da comunidade e na realização das festas da padroeira nos anos seguintes.

A construção da nova igreja (outubro 1991)

Bastante preocupado com o número crescente de fiéis, padre Bráulio, com seu espírito arrojado, decide começar a construção da nova igreja. Ele convocou a comunidade a se unir em prol desta construção. Foram realizados dois grandes festivais de prêmios com sorteio de geladeira, fogão, televisão e videocassete (equipamento utilizado para reprodução de gravações registradas em vídeo).

Na campanha da versão cohatraquiana, os voluntários saiam pelas ruas pedindo tijolos aos moradores, acompanhados de um caminhão para ajuntar o material e um carro de som divulgando o evento. O certo é que de 1.500 m2 de área construída da nova igreja, não se comprou um tijolo sequer. Porém, o fato que mais marcou a comunidade nesse período foi a campanha de arrecadação de tijolos denominada “Caminhão do Tijolão”, uma alusão à campanha realizada pelo apresentador Fausto Silva em seu programa Domingão do Faustão que sorteava um caminhão de prêmios para seus telespectadores.

O projeto da nova ermida foi feito por um engenheiro amigo pessoal do padre Bráulio. A atual igreja possui 15 metros de largura por 45 de comprimento, e abriga, sentadas, cerca de 900 pessoas.
É uma construção de engenharia moderna e possui frente de forma assimétrica com um frontão e uma torre de aproximadamente 15m de altura, a qual abriga um conjunto de sinos doados por uma entidade europeia. Por dentro possui nave aberta com presbitério de 12m2 que foi sendo terminado aos poucos. De início contava apenas com um crucifixo de 1,5m de altura com a imagem de Jesus Cristo, um sacrário e a imagem da padroeira, que era grande – 80cm de altura. Todos eles vindos ainda da antiga capela.

Os padres

1º – Padre José Bráulio Sousa Ayres – de 1991 a 1993
2º – Padre Jozimar Pinheiro Guimarães – de 1993 a 1997 e Padre Benedito Araújo (Biné) – de 1993 a 1995
3º – Padre Antônio José Soares – de janeiro de 1997 até agosto de 2008
4º – Padre Benedito Araújo (Biné) de agosto de 2008 até junho de 2010
5º – Padre Flávio Marques Colins

Padres auxiliares

– Padre Manoel Assunção Nunes Filho
– Padre Cláuber Pereira Lima
– Padre Paulo Henrique Carvalho Santos
– Padre Hamilton Sobreira Filho
– Padre Edson Gusmão Nunes
– Padre Orlando
– Padre Eudo Costa Ferreira Filho
– Padre Admilson Sousa de Jesus
– Padre Ricardo João Cordeiro Moreira
– Padre Flávio Marques Colins (pároco)
– Padre Clemilton Luís Azevedo de Moraes
– Padre Antônio José Ramos Costa (Padre Oblato)
– Padre André Luís

A construção do Centro Vocacional Cura d’Ars – Seminário Menor

Havia na Arquidiocese de São Luís do Maranhão a necessidade de se instalar uma comunidade vocacional para receber os vocacionados que desejassem fazer a experiência de discernimento. Foi então que a arquidiocese alugou uma casa no bairro Planalto Anil e o padre Benedito Araújo começou a morar com os candidatos. Depois foi comprado um terreno na vila Casaca, próximo ao Jardim das Margaridas, e ali foi então construído o Centro Vocacional Cura D’Ars, conhecido como Seminário Menor. A assistência aos vocacionados foi sempre dada por um vigário colaborador da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, dai a estreita ligação desse centro de formação com a paróquia, apesar de o mesmo estar edificado em área pertencente à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Cohab.

No início de 2008, sob a direção do arcebispo dom José Belisário da Silva, este local foi reformado para abrigar os seminaristas da Filosofia e passou a chamar-se “Seminário de Filosofia São João Maria Vianney”.

Seus reitores foram:

Padre Benedito Araújo
Padre Paulo Henrique
Padre Manoel Júnior
Padre Admilson de Jesus
Padre Ricardo Moreira
Diáconos Clemilton, Edvaldo e Orlando
Padre Antônio José Ramos (Padre Oblato)

Padre Clemilton Luís Azevedo de Moraes, atual reitor.

COMUNIDADES (Capelas)

Cohatrac III – Existente desde 1991, esta comunidade surgiu da iniciativa de alguns moradores daquele conjunto que viram a necessidade da existência de mais igrejas católicas no bairro a partir das Santas Missões Populares, realizadas na Arquidiocese de São Luís do Maranhão, chegando também ao Cohatrac.

Com o apoio da Associação de Moradores, as celebrações começaram a acontecer sempre aos domingos à tarde. No início, a participação era boa, mas com o tempo as pessoas preferiam ir às celebrações na matriz devido ao crescimento da paróquia. Com a chegada do padre Antônio José, teve início o retorno das celebrações e a comunidade começou a se reestruturar. No final do ano de 2002, com incentivo do vigário e do auxiliar padre Ricardo Moreira, a comunidade escolheu a sua padroeira: Nossa Senhora de Fátima, e realizou o seu primeiro festejo em maio de 2003, como continua sendo até hoje, encerrando sempre no domingo que se segue ao dia 13, dia da santa.

Um fato curioso a respeito da padroeira é que quando foram realizadas as Santas Missões Populares houve no dia 14 de agosto de 1991 uma procissão da Associação de Moradores do Cohatrac III para a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré (atual matriz) conduzindo uma bela imagem de Nossa Senhora de Fátima, padroeira dos frades Capuchinhos da Província de Santa Maria do Sul (RS), que estavam realizando as missões.

Anos depois, com a escolha da mesma santa para ser a padroeira da comunidade, é que o fato foi lembrado e visto como “santa coincidência”. A capela foi erguida na área que fica ao lado da Associação de Moradores, entre as ruas 12 e 14 do Cohatrac III.

Trizidela – Surgiu no ano de 1992 e sua padroeira é Nossa Senhora da Glória. Sua festa é realizada no mês de agosto e encerra sempre no domingo da Assunção de Maria.

Itapiracó – A mais antiga comunidade da paróquia, antes pertenceu às paróquias de São José de Ribamar e Sagrada Família, no bairro Maiobão. Festeja São Sebastião, seu padroeiro, todo mês de janeiro, de 11 a 20. Essa devoção surgiu ali há mais de cem anos no seio da família “Figueredo”, que começou a festejar esse santo no local hoje onde é conhecido como Vassoural, por volta de 1880.
Em 01/05/1965 foi celebrada a primeira missa naquela comunidade pelo frei Arcádio, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, do bairro Anil.

Maioba – Também é uma comunidade muito antiga e já pertenceu a varias paróquias antes de ser incorporada à Paróquia Nossa Senhora de Nazaré. Tem como padroeiro São João e sua festa é realizada todos os anos no período de 15 a 24 de junho. A devoção a este santo é antiga na comunidade e está ligada ao fato de ser o patrono dos grupos de bumba meu boi da Ilha, visto que é dali um dos mais famosos bois do sotaque de matraca; o Boi da Maioba.

Novo Cohatrac – Essa comunidade surgiu por volta do ano 2000 por iniciativa de algumas pessoas que morando nesse loteamento sentiram a necessidade de ter assistência religiosa. As senhoras Raimundinha, Sebastiana e Isabel são alguns nomes dos pioneiros dessa comunidade. As primeiras missas eram celebradas na casa da Sra. Raimundinha, e logo o povo pediu ao padre Antônio José que comprasse um terreno para a construção da capela, o que prontamente foi atendido.

O primeiro festejo foi realizado no ano de 2001, no terreno adquirido para a construção da capela. Com a ajuda dos seminaristas, da comunidade e voluntários foram compradas telhas de amianto para cobrir um pedaço do terreno e assim foi feito um tríduo em homenagem ao seu padroeiro, São Francisco de Assis.
Porém, após a realização do festejo, foram roubadas as telhas, ficando de pé apenas a madeira usada para a estrutura. Esse fato revoltou a comunidade, que a partir daí resolveu arregaçar as mangas para construir a sua capela. A festa do padroeiro acontece no último final de semana de outubro devido o fato de o dia do santo (04 de outubro) cair sempre no período do Círio.

Altos do Itapiracó – Esta comunidade nasceu por iniciativa de dona Neide, grande liderança do Itapiracó, que realizando as visitas de casa em casa no mês mariano, sentiu o isolamento e a falta de participação das pessoas na igreja, já que o loteamento era novo e as pessoas não se conheciam.

Então essa senhora começou a pedir ao padre Antônio José e ao conselho paroquial que também comprassem um terreno ali para a construção de uma capela. No mês de maio do ano 2004, dona Neide e mais algumas pessoas da comunidade resolveram fazer a escolha da padroeira da comunidade – Santa Rita de Cássia – e realizar no seu dia (23 de maio) uma missa em homenagem à santa.

As celebrações começaram a ser realizadas nas casas. E a senhora Eremita, proprietária de um imóvel onde funcionava o seu comércio, cedeu o local para que acontecessem as celebrações. E assim ficou até o ano de 2007, quando o padre Antônio José resolveu também adquirir um terreno para a construção da capela. Atualmente as celebrações acontecem num salão construído provisoriamente no terreno, mas há um projeto para que a capela seja construída.

Desde o ano de 2004 a comunidade celebra sua padroeira no mês de maio, encerrando sempre no domingo que se segue ao dia 22, data em que a igreja comemora Santa Rita de Cássia.

Chácara do Itapiracó – Por iniciativa do senhor Raimundo, ministro da Eucaristia, esta comunidade nasceu a partir de um trabalho da Pastoral da Caridade que começou a dar assistência aos moradores de um condomínio de quitinetes localizado na avenida Joaquim Mochel.

O senhor Raimundo, junto com outros voluntários como Ir. Ivanilde, também a ministra Bitinha – da Pastoral da Liturgia – começaram a dar assistência religiosa e social aos carentes daquela localidade. Logo surgiu a necessidade de se criar uma comunidade paroquial e com a ajuda da Associação de Moradores da Chácara do Itapiracó as celebrações começaram a ser realizadas na sede da instituição.

No ano de 2003 aconteceu a escolha do padroeiro: Santo Expedito. Sua festa é realizada no mês de abril, encerando sempre no dia dedicado ao santo, 19. Atualmente a capela já está de pé, faltando os serviços de acabamento.
O desmembramento da paróquia e a criação da Paróquia Santo Antonio no Parque Vitória

No ano de 1992 o padre Jozimar Pinheiro Guimarães começou a dar assistência religiosa ao conjunto Parque Vitória, que ficava na área da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, e que estava crescendo bastante.

Em 1993, a Prefeitura de São José de Ribamar doou o terreno para a construção da igreja e numa tarde de domingo, após o dia inteiro de visitas às casas numa jornada missionária de iniciativa da Legião de Maria, foi celebrada a missa de lançamento da pedra fundamental da construção da Igreja de Santo Antônio, padroeira daquela comunidade.
Sob o empenho do padre Antônio José Soares, a igreja foi concluída e no ano de 2001 foi criada a Paróquia de Santo Antônio do Parque Vitória, desmembrada da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré.

Comunidades inicialmente pertencentes à Paróquia Nossa Senhora de Nazaré e que passaram para a Paróquia Santo Antonio do Parque Vitória.

Vassoural – padroeira, Nossa Senhora do Bom Parto
Parque Jair – padroeira, Santa Teresinha do Menino Jesus
Passa Rio – padroeira, Nossa Senhora da Conceição
Boa Vista – padroeiro, Santo Antônio
Miritiua – padroeira, Nossa Senhora da Conceição
Vila Tâmer – padroeiro, São Raimundo Nonato
Parque Vitória – padroeiro Santo Antônio

A paróquia como palco das ordenações da Arquidiocese de São Luís do Maranhão

Ordenações:

1ª – Padre Cláudio Mendes Correia (Sacerdotal em 28/06/1992)
2ª – Padre Eudo Costa Ferreira Filho (Sacerdotal em 10/05/1997)
3ª – Padres Flávio Marques Colins, Orlando Cutrim Moura, Paulo Sérgio (Diaconal em 27/06/1998)
4ª – Padre Cláudio Roberto (Sacerdotal em 11/08/1995)
5ª – Padre Félix Inglês de Sousa (Diaconal)
6ª – Padres Clemilton Luís Azevedo de Moraes, Orlando Cunha Ramos e Edvaldo (Diaconal em 14/02/2004)
7ª – Padres Reginaldo da Costa Pereira e Crizantonio da Conceição Silva (Diaconal em 22/02/2008)

O início da construção do novo Centro Pastoral Paroquial (CPP)

Em outubro de 2004 iniciou-se a mais ousada obra que a paróquia já assumiu; a construção do novo Centro Pastoral Paroquial (CPP), um antigo sonho da comunidade, já que as antigas instalações, além de velhas, já se tornaram pequenas para o atendimento.
Durante quatro anos, com a ajuda incondicional da comunidade, foram realizadas as obras de construção e no dia 27 de junho de 2008, por ocasião do 15º aniversário de ordenação sacerdotal do padre Antônio José, o conselho pastoral paroquial resolveu entregar à comunidade o Centro Pastoral Nossa Senhora de Nazaré.
A obra dispõe de três pavimentos. Um térreo com nove salas, um salão paroquial, uma cozinha e banheiros. O primeiro e o segundo pisos são compostos de 11 salas cada um deles.

A paróquia na atualidade 

07 – Comunidades (Cohatrac III, Trizidela, Novo Cohatrac, Altos do Itapiracó, Maioba, Itapiracó e Chácara do Itapiracó)
10 – Pastorais (Familiar, Dízimo, Batismo, Caridade, Terceira Idade, Comunicação, Liturgia, Catequese, Sobriedade, Criança)
06 – Movimentos (Vicentinos, Renovação Carismática, CEB’s, OFS, Legião de Maria, Apostolado da Oração)
11 – Grupos Juventude (Vicentino, JUEC Família, JUEC, Teatro, JOSC)

03 – Serviços de Evangelização (EJC, ECC, CÍRIO)

02 – Serviços Ministeriais (Grupos de Coroinhas, Ministros Extraordinários da Sagrada Eucaristia)

A devoção mariana hoje presente no Cohatrac

A devoção no bairro cresce a cada dia e hoje Nossa Senhora de Nazaré dá nome a escolas (Cenaza – Centro Educacional Nossa Senhora de Nazaré, praça, avenida, lojas, etc.